14/05/09

O leão e o rato: Leõ ha anguja Esopo (620-560 a.C.) - As fábulas de Esopo são uma coleção de fábulas creditadas a Esopo, um escravo e contador de histórias e que viveu na Grécia Antiga. Peteĩ jevy osẽ haitýgui peteĩ anguja ha ojejuhu peteĩ leõ tuichaitereíva ndive. Leõ ohechávo ichupe ho’useterei. Era uma vez um rato que saiu de sua toca e encontrou um enorme leão. O leão queria comê-lo. - Anína che’u leõ. Ikatúnte peteĩ árape reikotevẽ cherehe. Leõ ombohovái: - Mba’e che piko aikotevẽta nderehe, nemichĩeterei ningo! - Por favor, leão não me comas. Pode ser que um dia precise de mim. O leão respondeu-lhe: - Como precisarei de ti, tu és, realmente, tão pequeno? Leõ ohechávo mba’e michĩmi ipy’akangypaite ha opoi ichugui. O leão, ao ver quão pequeno era o rato, teve muita pena e soltou-lhe. Peteĩ ára, anguja ohendu ongyryry vaipaitéva. Upéva karai leõ. Og̃uahẽvo oĩháme, ohecha leõ ñuhã ryepýpe. Um dia, o rato ouviu uns rugidos terríveis. Era o senhor leão. Ao chegar no lugar, viu o leão dentro de uma rede. - Che roguenohẽta upégui! He’i anguja. - Nde? Nemichĩeterei, nandepu’akamo’ãi. - Eu te salvarei! Disse o rato. - Tu? És muito pequeno, acho que tu não és capaz. Anguja oñepyrũ oñamindu’u iñapytĩháre ha leõ isãso. O rato começou a roer a corda da rede e o leão pôde salvar-se. Upe guive, ha’ekuérantema angirũ ojohayhúva. Desde então, os dois ficaram amigos para sempre.

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